Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2006

Conversas com a Lua....

lua-etx.jpg


No fim-de-semana estive novamente no meu refúgio.


O frio apertou, mas não foi o suficiente para desencorajar as minhas idas à praia. Numa das tardes fui praia fora, levei um livro e fui sentar-me numa cadeirinha, à beira mar, no que restava de areia seca entre a água e as dunas, enquanto o sol quentinho contrastava com a brisa fria que vinha do mar… estava tão bem, que não consegui ler nada. Adormeci ali, aconchegado pelo sol e embalado por um mar revolto que agressivamente se atirava pela areia, tentando levá-la consigo….


…


Após ter visto o pôr-do-sol voltei para casa. No caminho, após ter passado as dunas deparei-me com a lua, que majestosamente se erguia no horizonte, enchendo o céu…


…


À noite falei com ela, a Lua, ou seria com a luz da Lua… o luar…. ;-) Foi uma experiência muito enriquecedora… à muito que não tinha uma conversa tão profunda, tão intensa, tão leve, até os sentimentos e as emoções recalcadas dos últimos tempos saíram cá para fora e choveu… choveu…. Depois da chuva o céu estrelou e a sombra esbatida, outrora endiabrada, deixou-se abraçar pela luz da lua e quando deu por isso, até a criança que está dentro dela tinha dado um ar da sua graça, aquele diabinho que eu já pensava ter desaparecido…


…


A vida é um momento mágico que devemos aproveitar e viver intensivamente….


Por isso obrigado, obrigado por partilhares uma parte maravilhosa do teu ser…


Diabinho

publicado por diabinho às 14:15
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2 comentários:
De malmequer a 16 de Janeiro de 2006 às 16:40
...quando a solidão te assola doi-me a alma, como se conseguisse prever na tua a minha solidão. Mas ao reler alguns dos teus desabafos a crueza da realialidade tão distante do meu imaginário trespassa-me o pensamento esvaziando-o.
A tua solidão está dependente dela, seja ela quem for no momento, é fruto da ausência, e por isso entrecortada por outros momentos de plena luxuria. A única questão é saber se ela está presente, se te corresponde na altura e logo toda a solidão se desvanesse.
A minha solidão não está dependente de ninguém, cinge-me num abraço estreito do qual não me liberto nunca.
Fico felíz por ti, cutchi.
De MoonLight a 16 de Janeiro de 2006 às 16:22
Sem palavras...:)

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