Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Interrupção Voluntária da Gravidez

Há mesmo muita hipocrisia em Portugal...

Em Portugal, é preferível alimentar os "talhantes" do aborto clandestino a criar condições para que as mulheres possam decidir em plena consciência, se é realmente, o último recurso que têm...

Pois um aborto tem sérias implicações psicológicas na mulher que o faz, excepto naquelas que são desprovidas de qualquer sentido maternal. Nenhuma mulher quer abortar... só se não tiver mesmo alternativa... As mulheres que o fazem para destruir propositadamente uma vida, não precisam do SIM, fazem-no... ou abandonam os seus filhos por aí… Mas isso, pelo que se vê e ouve, já não tem importância…

Já agora, entregar vídeos sobre a intervenção cirúrgica a crianças e a adolescentes? Há pessoas mesmo muito naives, não pesam os seus actos… ou então, se o acto foi pensado, são agressores daqueles que dizem tanto amar. Por acaso essas pessoas têm a noção do impacto que a violência dessas imagens têm numa criança ou num adolescente?

Eu tinha 22 anos, quando pela primeira vez vi o vídeo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), pois fazia acompanhamento psicológico no hospital onde trabalhava, e digo-vos, é violento, muito violento. Mas as mulheres que se dirigiam ali à consulta, não eram as mulheres desprovidas de sentimentos, “assassinas e terroristas”, como alguns lhes chamam, mas mulheres, que em último recurso, recorrem à IVG. O nosso acompanhamento era feito até à intervenção, estávamos ali para ajuda-las a reflectir sobre o assunto. Se fosse mesmo essa, a última hipótese e se não as conseguíssemos demover, fariam o aborto em segurança, com o acompanhamento médico necessário. E depois, se necessário, também lá estavamos para ajuda-las a recuperar.

Mas todos temos o direito de manifestar a nossa opinião.

Eu sou pelo SIM!
Pelo SIM do direito à vida,
pelo SIM de uma decisão ponderada e com acompanhamento médico/psicológico,
pelo SIM da não marginalização de quem o fez ou irá fazer em plena consciência, pois é esse o seu último recurso...

sinto-me:
publicado por diabinho às 10:41
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De Mafarrica a 9 de Fevereiro de 2007 às 11:25
Como já postei lá na minha Terra, eu, nas minhas convicções e consciência sou contra o aborto, acho que nunca o faria, mas a vida ensina-nos a nunca dizer nunca. Agora, quem quiser abortar, vai continuar a fazê-lo, seja de que maneira for, e nos moldes que estamos paga o "justo" pelo "pecador", mulheres encurraladas por cirunstâncias pelas quais a maioria de nós nem faz ideia, serem sujeitas ao "vão de escada" por que há umas quantas que nem noção têm do que andam a fazer. Abortar ou não é uma questão de consciência. Eu não posso interferir na escolha de outra pessoa, apenas porque vai contra as minhas convicções, ainda mais num assunto, que desculpem lá, só a elas lhes diz respeito. E só quem passa por elas é que sabe, por isso, calo-me!

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